sábado, 15 de abril de 2017

CRISTO X COELHINHO

Através desse estudo espero, se por ventura existir, sanar as dúvidas sobre de onde vem a ideia de coelhinho da páscoa. Acima de tudo, deixar bem claro o verdadeiro sentido da Páscoa do Senhor.
À tempos atrás, tribos germânicas viviam em aldeias rudimentares lideradas por nobres, e, tinham muito orgulho da sua tradição oral, das suas lendas sobre deuses, gigantes e heróis.
Da junção de seus dialetos surgiram as línguas escandinavas.
Esses povos eram fiéis as ideias de coragem e lealdade, além de, valorizarem as leis criadas por seus supostos deuses.
Em LEVÍTICO 26:1 diz - Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o Senhor, vosso Deus.
Como dito antes, os germânicos eram politeístas (crença em vários deuses), como sua economia era baseada na agricultura, na pecuária e nas pilhagens, nada melhor para eles, de que Ostara fazer parte de seu grupo de deuses. Essa figura (Ostara) era considerada como a deusa da primavera, da fertilidade, do amor e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e na mitologia germânica.
Os povos germânicos, conhecidos pelos romanos como bárbaros, eram extremamente guerreiros e empreenderam várias batalhas onde em uma dessas, a Batalha de Adrianópolis, eles derrotaram os romanos e saquearam sua cidade, mas, após a vitória, algumas tribos germânicas acabaram se convertendo ao Cristianismo.
Passado algum tempo, acredito eu, que com o intuito de não se afastarem de vez de suas práticas pagãs que a muito foi motivo de grande orgulho para eles, criou-se uma história de que um coelho havia sido preso junto ao túmulo do nosso Senhor Jesus e presenciado Sua Ressurreição. A partir daí, como que em uma estratégia bem sucedida, o animal foi considerado um mensageiro incumbido de nos lembrar desse episódio importantíssimo, através de entregas de ovos pintados as crianças.
A Bíblia (a Palavra do Deus Vivo) nos diz que a Páscoa no Antigo Testamento, é uma festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito.
Em ÊXODO 12:14 diz - E este dia será um memorial. Vós o celebrareis como uma festa ao Senhor e como estatuto perpétuo através de todas as gerações.
O símbolo de culto a essa suposta deusa (Ostara), era um coelho, acredito que para advertir seus seguidores de que ao passar o inverno, entrariam em uma primavera de grande colheita, por conta da rapidez reprodutiva desses animais.
Sabemos que nesse período, houve uma miscigenação cultural gigantesca, e já que os germânicos passaram a ter contatos com a igreja de roma por conta de sua Cristianização, tudo indica que, a prática dos ovos de animais pintados foi inclusa na cultura Ocidental com a substituição por ovos de chocolate entregues pelo coelhinho (símbolo da suposta deusa Ostara).
Na verdadeira Páscoa, ao invés de coelhinho, temos o CORDEIRO que simboliza o CRISTO, a libertação do pecado.
Em JOÃO 1:36 diz - E, vendo passar a Jesus, disse: Eis o Cordeiro de Deus.
No Novo Testamento, fica claro que, a PÁSCOA é a passagem da morte para a vida.
A RESSURREIÇÃO de CRISTO, é a vitória de DEUS sobre tudo o que fere e tira a VIDA!
Mas o anjo disse às mulheres: Não temais; pois eu sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui, mas ressuscitou, como havia falado. Vinde, vede o lugar onde ele estava.
Ide depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia; lá o vereis. Eu vos avisei (MATEUS 28:5-7).
RAFAEL CHATEAUBRIAND

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